Festas e casamentos nulos

Os bispos da Província Eclesiástica de Braga estiveram reunidos em Vila Real para partilharem questões pastorais das várias dioceses. "O sentido da festa religiosa e a educação dos cristãos nesta área" foi um dos temas tratados – disse à Agência ECCLESIA D. Joaquim Gonçalves, bispo de Vila Real e um dos presentes neste encontro.
A organização dos tribunais eclesiásticos da metrópole também foi motivo de reflexão pelos bispos de Braga, Viana, Vila Real, Bragança, Viseu, Porto, Lamego, Aveiro e Coimbra. "Em cada diocese há um Tribunal e em Braga existe o Tribunal de Segunda Instância dos Tribunais diocesanos" – frisou D. Joaquim Gonçalves. E acrescenta: "Estivemos a conversar sobre a hipótese de se criarem tribunais inter-diocesanos". Uma conjugação de esforços para tornar "mais ágil esta área que é difícil e exige muito pessoal" – disse.

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Como os padres estão dispersos com outras actividades, "as horas dispensadas ao Tribunal não são tantas como se desejaria". O volume de processos está a aumentar sobretudo devido "aos Matrimónios celebrados à pressa e com muitas dúvidas sobre a sua validade" –concluiu.

Como os leitores sabem, Jesus disse que "o que Deus uniu jamais o homem pode separar". Mas também sempre se soube que há casamentos que são nulos de raiz. É sobre estes casos que lhe são remetidos que incide o trabalho e estudo dos tribunais eclesiásticos.