Pastoral das férias

Quando este número chegar às mãos dos nossos leitores, estarão a terminar a escola e a catequese e a entrar num largo período de férias para os mais novos.

Com o tempo tem-se criado a mentalidade de que férias são férias e por isso as pessoas estão dispensadas de cumprir os seus deveres cristãos. Ora não pode haver férias para as coisas de Deus (rezar, ir à Missa, etc.) nem para a caridade que é o amor para com o próximo. As férias são mudança de ocupação e não ociosidade ou preguiça.

Era bom pois que as crianças desde novas fossem educadas neste sentido.

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Se é verdade que antes da idade legal os novos não devem ser sujeitos a trabalhos pesados, o certo é que é bom que eles tenham algumas tarefas a cumprir. Arrumar as camas, ajudar os pais em tarefas domésticas, frequentar cursos de informática ou de desporto, ler bons livros, etc., são tarefas muito úteis e que os preparam para o futuro.

Falando nos deveres para com Deus, os educadores devem proporcionar aos mais novos a ida à Missa dominical e alertá-los para a oração diária.

Nos últimos anos, as Missas dominicais em muitas paróquias sofreram um esvaziamento de gente nova no Verão. Isto deve-se a uma má formação cristã, pois sem prática da Eucaristia dominical não há cristianismo que resista.

Os pais e mesmo os catecismos têm de insistir mais nisto, sob pena de estarmos a formar futuras gerações não praticantes.

As férias são também uma boa ocasião para o voluntariado. O serviço aos outros sem recompensa é a melhor forma de contribuirmos para a comunidade e de nos habituarmos a ser úteis aos outros.

                                                                                                                                               M. V. P.