Quem educa as crianças na fé?
Estamos a chegar ao fim de mais um ano de catequese. Os catequistas fazem um esforço suplementar para que os catequizandos aproveitem mais alguma coisa dos encontros. Os párocos procuram saber do aproveitamento das crianças e jovens, em ordem às festas da primeira comunhão, profissão de fé ou crisma.Nem tudo correu bem. Muitos pais estiveram totalmente alheios. E a catequese não chegou à vida de muitas crianças e adolescentes.
"Hoje, pelas preocupações da vida, os pais já não rezam nem ensinam a rezar", afirmou há dias D. António Marcelino. E o bispo de Aveiro continuava: "Que fazer para restaurar nas nossas casas o belo
costume da oração em família?"
D. António Marcelino recordou que todos nós aprendemos a rezar com as nossas mães e
com as nossas avós. Ao colo da mãe se aprendeu a olhar o céu, a dizer o nome de
Jesus, a rezar o Pai Nosso, a Avé Maria e a oração do Anjo da Guarda",
frisando que "é preciso recordar às novas mães cristãs de agora que elas não
se podem dispensar de ser mestras de oração".
E, como escreve o conhecido cantor P. Zezinho, não é por falta de fé que hoje se reza pouco:
"Meu problema não é falta de fé.
Eu creio que tudo podes e creio também que Tu me amas.
Meu problema é este corre-corre, este materialismo disfarçado,
esta azáfama que me faz escolher meus interesses, de preferência aos Teus.
Ensina-me, Senhor, a falar Contigo para saber falar de Ti.
Põe paz aqui dentro para eu pôr paz lá fora..."
Como seria diferente a nossa catequese, se os pais transmitissem a fé, como prometeram no dia do baptismo dos seus filhos? E rezar com eles seria o melhor modo de o fazer.
M. V. P.
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