Aconselhamento Familiar

O Centro de Aconselhamento Familiar (CAF) é um espaço gratuito de acolhimento criado há cerca de três anos para ajudar as pessoas que vivem situações problemáticas ou conflituosas. Está sediado em Coimbra, na R. Gil Vicente n.º 2, podendo ser contactado telefonicamente através do número 239 723 989. O funcionamento deste centro é assegurado graças à colaboração estabelecida entre o Secretariado Diocesano da Pastoral da Família e o Instituto Secular das Cooperadoras da Família. O serviço de ajuda concreta é prestado por uma equipa interdisciplinar de voluntários com diversas formações específicas assistente social, juristas, psicólogos, médicos (de clínica geral e de psiquiatria), gestor financeiro, sacerdote o que permite proporcionar respostas adequadas às necessidades das pessoas que recorrem ao centro.

O CAF acolhe, escuta e procura contribuir para a resolução das dificuldades no relacionamento conjugal ou esclarecer dúvidas e receios. Desde a sua criação já recebeu mais de 350 casos e fez mais de 730 atendimentos.

No passado dia 31 de Janeiro, os elementos do CAF estiveram reunidos com o Secretariado da Pastoral Familiar, para avaliar o serviço desenvolvido e perspectivar projectos para o futuro. O Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, também participou na reunião, tendo oportunidade de expressar a sua satisfação pelo êxito desta iniciativa.

As experiências partilhadas durante a reunião confirmaram a noção de que, demasiado frequentemente, os jovens se casam, sem se prepararem adequadamente para a vida conjugal, nomeadamente ao nível das aptidões de comunicação e de partilha de sentimentos. Verificou-se também que, em aspectos importantes, a legislação que regula as situações de conflitualidade conjugal se revela inadequada para alcançar soluções que respondam com o mínimo de dignidade aos problemas dos cônjuges (e particularmente das mulheres e dos filhos), contribuindo frequentemente para acentuar tensões e tolerando até a demissão das responsabilidades paternais.

O balanço do trabalho realizado foi positivo e saiu reforçada a noção de que este serviço é tão importante quanto necessário pois, cada vez mais, as famílias têm de enfrentar, com os seus próprios recursos, uma miríade de novos desafios, dificuldades e problemas, contando cada vez menos com a ajuda da sociedade civil e do Estado. Urge efectivamente repensar as prioridades políticas de modo a conceder à família as condições necessárias para que esta possa realizar o seu papel enquanto núcleo fundamental da sociedade, comunidade de amor, espaço de felicidade e de transmissão da vida.

Luís Marques (CAF)


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