A polémica da eutanásia
A entrada em vigor, no dia 1 de Abril, da lei holandesa, que permite em certos casos a eutanásia, trouxe de novo à ribalta a discussão deste tema. Sabe-se que há grupos de pessoas que tentam tudo para impor esta mesma lei nos seus países, mas a grande maioria está contra ou tem medo dos abusos. O caso mais recente desta polémica passou-se na Inglaterra: "Uma britânica tetraplégica, em pleno uso das suas faculdades mentais, obteve do Supremo Tribunal de Londres autorização de morrer, apesar da oposição dos seus médicos. Esta mulher de 43 anos, pediu que desligassem o sistema de assistência respiratória que a mantém viva há um ano." escrevia o Diário Digital. |
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Outros jornais dizem que o tribunal aceitou que a doente tem direito a "que os médicos ponham fim ao tratamento terapêutico".
Não aceitar tratamentos escusados numa doença que não tem cura, por sua própria iniciativa, será eutanásia? Serão os doentes obrigados a aceitar a medicação mesmo sabendo que isso só lhe vai prolongar o sofrimento?
Vejamos o que diz a Igreja a este respeito, pela voz do Papa:
"A Igreja Católica opõe-se aos excessos terapêuticos, inúteis, e que não respeitam os doentes", declarou o Papa numa audiência com um grupo de médicos no Vaticano. "Uma exagerada acção terapêutica, mesmo com as melhores intenções, para além de se revelar inútil, é desrespeitosa para com o doente que se encontra em estado terminal" , conclui o Papa.