Desde há tempos que está a ser redigida a futura Constituição europeia. E desde cedo as afirmações e composição da equipa que está a elaborar o seu projecto têm merecido a censura de muitos católicos. Por isso o Papa tem pedido que se respeitem os valores e a liberdade da maioria católica que compõe os diversos Estados. Desde que se começou a falar numa Constituição Europeia, muitos políticos laicos expressaram a opinião de que ela deve pôr de lado a religião para ser neutra. Ora a neutralidade não consiste em negar a dimensão social da consciência cristã da maioria do povo da Europa, mas em reconhecê-la ao lado de outras concepções globais religiosas e não religiosas com as quais dialoga para conseguir o bem comum europeu e a fraternidade universal. |
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Há pouco o presidente da Comissão Europeia apoiou numa carta as iniciativas de quantos consideram que a futura Constituição europeia não pode excluir as tradições culturais e religiosas, em especial a cristã, que forjaram o continente europeu.
A missiva de Romano Prodi teve como objectivo expressar o seu «apreço» e «apoio» à Convenção de Cristãos pela Europa, que se realizou em Barcelona de 6 a 8 de Dezembro.
Por outro lado o cardeal primaz da Polónia afirma que a Convenção que prepara a futura Constituição da União Europeia «viola os princípios da democracia» pois todos os estudos e sondagens confirmam que a grande maioria dos habitantes europeus são cristãos, e até católicos, não apenas baptizados mas crentes e os que estão a fazer a sua redacção são maioritariamente agnósticos ou ateus e preparam-se para desrespeitar a vontade das maiorias. Ora na democracia não se podem pôr à margem as maiorias.
M. V. P.