Combate à sinistralidade nas estradas
O Plano Nacional de Prevenção Rodoviária apresentado há dias pelo primeiro-ministro português aponta como meta uma redução de 50 por cento do número de mortes e feridos graves nas estradas até ao ano 2010. Apesar de ter vindo a decrescer significativamente nos últimos anos, o número de acidentes graves é ainda muito alto em Portugal, morrendo em média, por dia, em consequência de acidentes de viação, cerca de quatro pessoas e ficando feridas cerca de 155, das quais 8,5 por cento em estado grave, uma situação que contrasta com a maior parte dos países da União Europeia. |
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Segundo o novo Plano, o governo vai aumentar as acções de fiscalização no trânsito a todos os níveis, desde a velocidade até ao tipo de capacetes ou uso de telemóveis e sistemas de retenção para crianças.
Para isso, vão ser adquiridas câmaras digitais, de vídeo ou fotográficas, que associadas a outros meios de detecção, como o radar, vão tornar a condução cada vez mais vigiada.
O controle de velocidade, sobretudo nas localidades, e o passar nos sinais vermelhos dos semáforos vão ser alvo privilegiado de atenção das forças policiais, bem como a utilização e o tipo de capacete que usam os condutores de motociclos e ciclomotores.
O combate à condução sob influência de álcool e de drogas vai também aumentar, esperando-se que até 2005 um em cada três condutores seja fiscalizado em cada ano.
Além das acções de fiscalização, o novo Plano Nacional de Prevenção Rodoviária compreende também campanhas de informação e sensibilização para os problemas do trânsito, acções a nível das estradas, e acções de educação/formação. Para além do agravamento de penas nos crimes rodoviários. E o juiz pode logo tirar a carta ao condutor, no primeiro interrogatório sumário.