Liberdade de escolha

O presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas defendeu, em Fátima, maior liberdade de escolha para as famílias que querem optar por um ensino de inspiração religiosa, sem pagarem mais por isso.

Durante uma acção de formação em Fátima com 75 participantes, representantes de 13 colégios católicos de todo o país, o P. João Mónica da Rocha defendeu um reforço do papel destas escolas no sistema de ensino.

Os colégios reclamam uma situação de igualdade face aos estabelecimentos públicos, garantindo que as famílias tenham liberdade de escolha.

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O P. João Mónica considerou que já é tempo do Estado abrir mão do quase monopólio que possui na educação das novas gerações, sem prejudicar outras opções de ensino. Actualmente, algumas das escolas não estatais têm contratos de parceria com o Estado, funcionando como complemento do sistema público, mas existem outras em que os alunos têm de pagar propinas para financiar a sua própria formação.

«As regras que estão em vigor na Madeira deveriam ser aplicadas no resto do país, embora com regras» - defende o presidente da Associação das Escolas Católicas.

Também segundo a Conferência Episcopal Portuguesa, as famílias terão de ter liberdade para escolher as opções de ensino dos seus filhos, em liberdade e sem custo adicional.

A Direcção Europeia das Associações de Pais dos alunos de escolas católicas apresentou há pouco tempo uma sondagem que revela que "um número cada vez maior de pais escolhe para os seus filhos as escolas do tipo católico." Os dados deste estudo provêm de 6 países – Bélgica, Itália, Hungria, Irlanda, França e Grécia – e revelam que 77,2% das famílias prefere as escolas católicas ao ensino público.

Em Portugal, tal escolha não é possível, pelo que neste aspecto não há democracia.

                                                                                                                                           M. V. P.