Eleições

No dia 20 de Fevereiro, como é sabido, vamos ter novas eleições para a Assembleia da República.

Neste quadro, o primeiro dever dos cristãos é a participação responsável. Que ninguém se esconda por detrás de desculpas habituais: "estamos cansados dos políticos", "isto não tem solução", "para quê votar se é sempre a mesma coisa", etc. Não esqueçamos que só tem direito de criticar e denunciar quem se empenha generosamente na busca de soluções», diz o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, em comunicado.

Todos estamos cansados de tanta eleição, mas não podemos deixar nas mãos dos outros o nosso futuro. Embora nos possam parecer todos iguais, os políticos irão governar Portugal e do modo como o façam e das leis que publicarem depende em grande parte o futuro de Portugal.

Os critérios da escolha são apresentados pelos nossos Bispos:

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«Temos todos o dever de nos esclarecermos criteriosamente, passando para além do discurso eleitoralista e apreciando as soluções objectivas que nos são propostas para o Governo da Nação. Para tal, importa avaliar da sua justiça, da sua viabilidade, da sua consonância com os princípios da dignidade humana, do respeito pela vida, da dimensão social que todas as políticas devem ter. Para os cristãos, o critério de avaliação é o Evangelho e a doutrina social da Igreja», lê-se no mesmo comunicado.
E continua: «A democracia é o quadro político da liberdade, mas também da responsabilidade. E esta só se exprimirá na busca generosa do bem comum. Não deixemos o futuro do nosso País só nas mãos dos "políticos profissionais". Ajudemo-los com a nossa consciência crítica e com a nossa escolha responsável».