Educação em Portugal
| Está de parabéns a nova equipa do Ministério da Educação pela publicação das avaliações no 12º ano. A divulgação dos resultados obtidos por cada escola, em função das avaliações aos alunos durante o ano e nos exames, disciplina a disciplina, é de indiscutível utilidade para as escolas e para o próprio ministério. Professores, pais e alunos ficaram a conhecer melhor a sua escola. Uns bastante contentes e outros ao contrário. Mas todos ficaram mais comprometidos a aperfeiçoar ou mudar mesmo radicalmente os métodos pedagógicos. Na mesma cidade, há escolas que funcionam bem e outras que funcionam mal. Há escolas do interior bastante fracas e outras boas. Na mesma escola, há professores que dão boa conta do recado e outros que entraram no facilitismo. Dá que pensar que as avaliações feitas pelo professor, em muitos casos sejam abissalmente diferentes das permitidas por provas nacionais. E não só as de professores com pouca experiência | ![]() |
Temos andado a queixar-nos da pouca preparação com que grande parte dos alunos chega à universidade e do consequente insucesso escolar. Aqui está uma das razões porque isso acontece. É preciso que nada fique na mesma. Não vemos razão para tão liminarmente esta publicação ter sido rejeitada pelos sindicatos. Defender as vergonhas que este estudo põe à mostra, é querer eternizar este estado de coisas. Que as escolas visadas se defendam, e algumas terão bons argumentos para o fazer, achamos bem. Rejeitar liminarmente que se publiquem dados importantes para resolver o que está mal, pensamos que não será o melhor caminho. A bem da nossa juventude e do progresso do país. M. V. P. |
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