| Economia Desde há uns tempos a esta parte vive-se, em Portugal, um drama que afecta o governo e muitas famílias. É o problema da economia. A palavra economia, na sua origem, significava governo da casa. Todos sabemos e sobretudo as donas de casa que não é fácil gerir as contas duma família. Por vezes a receita é escassa e há que fazer cortes na despesa para não se ir à falência. Ou então procurar aumentar as receitas, nem que seja com trabalho extra ou criação de animais ou cultivo de "mimos" para posterior venda. As pessoas da minha geração e mais novas lembram-se de as donas de casa ir à feira com uns ovos, feijões ou outros produtos para com a receita comprarem o necessário. Nenhuma família sobrevivia outrora se não tivesse cuidado com o governo da casa. E digo outrora, porque hoje o Estado sempre dá uma ajuda aos que não podem ou não querem trabalhar. Então não havia campos ao abandono. Todos tinham de ganhar o pão que comiam ou morriam à fome. |
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Coisa diversa se tem passado com os nossos governos: gasta-se o que se tem e o que se não tem. Daí o célebre e horrendo déficit. Este "desgoverno" de vários governos está a dar cabo da economia de muitas famílias. Basta pensar no desemprego e na subida dos impostos.
Nos últimos 30 anos, os portugueses passaram a pagar três vezes mais impostos, avança um estudo do Gabinete de História Económica e Social do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), a quem o Parlamento encomendou o trabalho. Ainda de acordo com este estudo, a receita fiscal da administração central representava, no 25 de Abril de 1974, cerca de 10% do Produto Interno Bruto, sendo que, hoje em dia, já chegámos aos 25%.
Com este sugar da riqueza nacional por parte do Estado, todos nós sofremos, mas sobretudo os mais pobres.
M. V. P.