Suplemento "Dia Cáritas"

Sob o lema "Partilha o pão - constrói a justiça", a Igreja em Portugal celebra no próximo dia 27 de Fevereiro, 3º Domingo da Quaresma, o Dia Nacional da Cáritas.

A Cáritas existe para promover a caridade, sob todas as formas possíveis: na ajuda fraterna, na partilha de bens, no auxílio nas catástrofes, em equipamentos e serviços concretos de acção social, na organização pastoral de grupos comunitários de atenção aos problemas, na formação das pessoas, etc.

De facto, a caridade é tão grande que tem muitas dimensões e muitas formas de ser concretizada. Importante seria que as diversas comunidades cristãs, sobretudo as paróquias, aproveitassem a oportunidade do Dia Cáritas para reflectirem sobre a sua própria vivência da caridade - "será que estamos a fazer neste campo aquilo que verdadeiramente nos é pedido?"; - "será que quando dizemos que a caridade é a maior das virtudes, isso também se aplica à vida da comunidade, ou é só para cada cristão sozinho dar contas à sua cons-

A Cáritas junto das pessoas

Quando se olha actualmente para a Cáritas Diocesana de Coimbra, aquilo que é mais visível são os seus equipamentos sociais para crianças, idosos, doentes, toxicodependentes, jovens desprovidos de meio familiar normal, pessoas sem-abrigo... É um trabalho visível por três razões fundamentais: porque exige casas, carros, refeições, funcionários (e isso vê-se, sem fazer mais esforço nenhum); porque responde a problemas que as pessoas sentem no imediato (e isso as pessoas percebem logo na sua vida pessoal!); porque é um trabalho muito intenso, muito diversificado, muito espalhado na diocese, e portanto, por esta ou aquela razão, são muitas as pessoas que têm uma referência muito concreta a algum destes serviços da Cáritas, e é isso que evocam quando pensam na Cáritas.

Mas a Cáritas faz também um outro trabalho, muito menos visível, mas igualmente importante: a presença junto das paróquias, dos grupos sociocaritativos, dos grupos de adolescentes e jovens, das redes concelhias de acção social, dos técnicos de serviço social locais, dos "casos" sociais...

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Aí, face a face com as pessoas, estuda e trabalha sobre a acção social, sobre a prevenção da droga e do alcoolismo, sobre os migrantes, sobre o voluntariado, sobre os idosos e doentes, sobre a educação afectivo-sexual, sobre o encaminhamento de casos, sobre tantos outros problemas que as pessoas nos pedem...

Nesta altura do ano, praticamente em todas as noites e em todos os Sábados, está alguém da Cáritas nalguma paróquia. Às vezes as mesmas pessoas deslocam-se até a duas paróquias diferentes num dia... Estamos a construir, com este trabalho, uma consciência diferente, uma igreja diferente, comunidades diferentes, um futuro mais justo e fraterno. Apesar disso, às vezes parece que somos "como o pilhão" - apesar de tanto trabalho, ninguém parece dar por ele. De facto, não dá nas vistas. Por isso, só uma sensibilidade inteligente e uma vontade amadurecida o podem muitas vezes descortinar. Mas há nele também muita dedicação, muita vontade e, em nome da verdade, muita qualidade.

Partilha o Pão - Constrói a Justiça

                                                                                                                             Pe António Sousa

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A Cáritas, no ano 2005, põe à nossa consideração o tema: Partilha o pão. Constrói a Justiça.

O partir do pão leva de imediato a nossa mente ao gesto de Jesus, na última Ceia, ao instituir a Euca-ristia, e à pratica dos primeiros cristãos que, segundo nos relatam os Actos dos Apóstolos, "eram assíduos (...) à fracção do pão e à união fraterna", isto é, à Eucaristia e à Partilha de bens.

Por isso, o fundamento da par-tilha do pão devemos ir radicá-lo na Eucaristia. Comunhão é união com Cristo e com os irmãos. Comungar e não pensar nos outros é egoísmo e individualismo. Daí que toda a dinâmica do exercício da caridade deve partir da nossa união a Cristo.

Ora, como a nossa união a Cristo deve ser permanente e não dependente de desgraças ou cataclismos, como cristãos, a nossa disponibilidade para ajudar os nossos irmãos também deve ser permanente.

Daí a nossa posição ser de alerta e sempre disponíveis para apoiar os que precisam de nós:

- não apenas para os ajudar nas suas carências imediatas;

- mas, se possível, procurar que saiam da situação de carência e se possam bastar a si próprios;

- e não ficarmos à espera que nos batam à porta a pedir ajuda, mas actuarmos de modo preventivo, isto é, sempre que possível, evitar os males.

Deste modo, procuraremos construir um mundo mais justo em que a palavra "irmão" passa a ter mais sentido.

Tudo devemos fazer para que aquele a quem damos a mão, se liberte das suas dependências e se realize plenamente na sua vida, primeiro como pessoa humana e depois como cristão.

Este tema que a Cáritas nos apresenta deve colocar-nos numa posição de alerta no meio do mundo em que vivemos e não numa posição cómoda ou derrotista de que está tudo tão mau que não há nada a fazer.

Há iniciativas que se têm de lançar, riscos que é necessário correr, força e alento que não nos devem deixar desanimar.

Só assim seremos sal na terra e luz no mundo e realizaremos a vontade do Senhor: "Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus" (Mt. 5,16)

É bem evidente o que o Senhor nos pede: que pela nossa acção junto dos mais necessitados demos testemunho da nossa fé e vida cristã - "pelo amor conhecerão que sois meus discípulos".

Nos dias de hoje, o mundo não precisa de palavras, mas de gestos e acções que nos tornem mais próximos uns dos outros.

Que este Dia Cáritas seja momento de reflexão para os Grupos de Acção Sociocaritativa Paroquiais, a fim de vivermos e pormos em prática esta doutrina de uma maneira dinâmica e eficaz e não apáticos ou indiferentes a tudo. Neste caso não se justifica a sua existência.

Que cada GASC se examine, e tire as suas conclusões!

Uma mulher da Samaria

A liturgia do "Dia Cáritas" deste ano traz à nossa contemplação/reflexão o quadro bíblico do encontro de Jesus com uma mulher da Samaria, à beira do poço de Jacob.

Talvez esta samaritana tenha sido das personagens bíblicas mais injus-tiçadas em tudo o que temos dito dela: porque o que temos dito dela é que era uma grande pecadora. É mentira. O que esta samaritana é, isso sim, é uma grande excluída da sua sociedade. Não sei já que bispo francês chamava até a atenção para este pormenor: ela vem à fonte sozinha, pelo calor da tarde..., quando o natural seria que viesse com outras mulheres pelo fresquinho do cair da noite!

É tão excluída que nem tem marido!, numa sociedade em que o homem-varão é o elo de inclusão na vida social e económica. (Os cinco maridos de que fala Jesus são da mesma ordem da água de que fala Jesus, são da mesma ordem do alimento de que fala Jesus - de uma ordem não material! Neste encontro tudo é pintado como num díptico: à realidade material apre-sentada pela mulher, pelos discípulos, pelo povo da Samaria, contrapõe-se a realidade "sacramental" apresentada por Jesus).

Excluída pela raça, excluída pelo sexo, excluída pela situação social! Excluída dos outros (judeus) e dos seus (samaritanos), esta mulher acolhe Jesus e leva os outros excluídos até Jesus.

Mas Jesus, ele mesmo, foi excluído, excluído até à morte e morte de cruz. Este texto, na continuação, lembra-nos isso quando diz que Jesus ficou com os samaritanos três dias. Como no sepulcro...

Eis a questão que a liturgia nos coloca, em pleno Dia Cáritas: como Jesus de Nazaré, acolhermos os excluídos, tomando nós mesmos a inicitiva de ir ao seu encontro e, como a samaritana, levar os excluídos a Jesus. Mas diz-nos mais: o caminho para esta acção com os excluídos, faz-se pas-sando pela exclusão!, como Jesus passou: pela incompreensão, pela cruz, pela morte.

Mas então, onde vamos arranjar forças para isso? Responde este mesmo texto do Evangelho: à comunhão com Deus, em espírito e verdade: à oração, aos sacramentos, à Eucaristia... em espírito e verdade.

 

A Cáritas acolhe doentes com SIDA

A Cáritas é um organismo da Igreja que deve fazer fundamentalmente duas coisas: ajudar as paróquias a organizarem a caridade, tal como organizam a catequese e a liturgia; e estar sempre atenta aos grandes problemas sociais, tentando encontrar para eles as melhores respostas possíveis, em colaboração com outras serviços, organismos e instituições.

Um dos grandes problemas actualmente são os doentes com SIDA. É um problema muito grave por vários motivos: porque a doença é terrível e aponta para a morte; porque os remédios que já há são caríssimos e só quem tem muito dinheiro pode tomar os melhores;mas, sobretudo, a Sida é um grande problema para um conjunto de doentes que já estavam cheios de outros problemas de pobreza e exclusão social: porque eram toxicodependentes, ou pros-titutas, ou ficaram a viver na rua sem família...

É importante dizer que a Cáritas de Coimbra conhece muito bem estes casos, porque acompanha muitos (mesmo muitos!) há muito tempo! Não têm ninguém com quem vivam, as pensões recusam-nos com facilidade, de vez em quando conseguem internar-se no hospitais, mas o hospitais de facto não são "lares" e acabam por ter alta ...para a rua....

Foi por conhecer tão bem e tão de perto estas situações, que vão até à morte na rua no mais absoluto abandono, que a Cáritas de Coimbra de há 6 anos para cá não parou, até conseguir um criar um equipamento para acolher estes doentes. A inauguração foi precisamente agora, no dia 3 de Fevereiro.

Numa casa, construída de raíz para esta finalidade, vão funcionar duas coisas:

- Uma unidade residencial para acolher 14 doentes com SIDA, a quem serão prestados cuidados médicos, de enfer-magem e sociais, bem como actividades ocupacionais capazes de lhes alimentarem na medida do possível o sentido da existência.

- Um Centro de alojamento temporário, que irá acolher indivíduos na condição de sem-abrigo, muitos deles com história de vida ligadas à toxicodepen-dência. Este Centro chama-se "temporário", exactamente porque a sua finalidade é dar resposta de urgência a estas situações enquanto estudo o melhor encaminhamento para cada uma delas. Está preparado para ter alojamento para 30 utentes de dia e de noite, mais o acolhimento a 30 pessoas durante o dia.

No dia da Inauguração, o Sr. Bispo lembrou que muita gente acusa a Igreja de ter uma atitude negativa em relação à SIDA, mas que esta obra prova o contrário, mostra que a Igreja está na primeira linha do apoio aos doentes com SIDA.

Mas o facto desta inauguração ter sido recente, serve-nos aqui sobretudo como exemplo. Porque a verdade é que a Igreja, através da Cáritas, está também na primeira linha de muitos outros combates pela assistência, qualificação e dignificação de vida das pessoas: junto dos toxico-dependentes, das minorias étnicas nos bairros problemáticos, das prostitutas, das pessoas em situação de grande depen-dência, das crianças sem apoio familiar, dos alcoólicos, dos que sofrem o desespero e a solidão em silêncio, de outros tipos de doentes, e tantos outros problemas...

... e brinca com crianças!

A Cáritas está na primeira linha de combate a muitos e graves problemas sociais. Mas, apesar disso ser verdade, seria errado perceber a Cáritas como uma instituição virada só para as situações de desgraça, de desespero, de catástrofe... O essencial da acção da Cáritas é criar melhor espírito de vida, criar comunidade, criar condições para uma vida humana digna, prevenir os problemas de amanhã pela educação e acção de hoje. Por isso a Cáritas que inaugurou uma casa para acolher doentes com SIDA é a mesma que brincou nas ruas de Coimbra, ao carnaval, com 800 crianças de ATL, no dia 7 de Fevereiro.

Todo o largo leque da "inteira família humana" é campo de acção da Cáritas - as famílias, as crianças, os jovens, os idosos, as comunidades...Para todos, a Cáritas quer ser sinal de um projecto de vida que aponta sempre um pouco mais acima.

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A sombra do cartaz do Dia Cáritas

Se repararmos com atenção no cartaz do Dia Cáritas, a sombra das mãos erguidas a partirem o pão faz o gesto do padre que consagra a hóstia e a apresenta à assembleia celebrante.

No ano da Eucaristia, o cartaz do "Dia Cáritas" pretende mostrar que sempre que a gente reparte o pão, fraternalmente, com os que mais precisam, realizamos, de uma outra maneira, o gesto de Cristo que se dá a si mesmo na Eucaristia. Claro que a partilha de pão com os mais necessitados e a Eucaristia não são a mesma coisa. A Eucarisita, verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus, é muito diferente, certamente muito mais importante, porque é Deus quem se nos dá. Mas, apesar dessa diferença, há também uma semelhança; e a semelhança está exactamente no verbo dar: dar o pão; Jesus dá-se.

E para que não pareça que é a Cáritas que quer, à força, colar duas coisas diferentes, é bom lembrarmos aqui dois textos, um de um dos primeiros apóstolos, S. Tiago, e outro do grande apóstolo do nosso tempo, João Paulo II.

Aquilo que nos diz S. Tiago é simples: "mostra-me a tua fé sem obras, que eu pelas minhas obras te mostrarei a minha fé"(Tg 2,18). Vale a pena voltar a olhar bem para o cartaz do "Dia Cáritas", como se ele tivesse escrito por baixo esta legenda de S. Tiago: "mostra-me a tua fé sem obras, que eu pelas minhas obras te mostrarei a minha fé"... Então a gente percebe imediatamente que sempre que estamos a partir o pão por quem precisa, estamos a revelar, ainda que em fundo, ainda que em sombra, Cristo partilhado connosco.

Fica a pergunta: e se colocarmos em primeiro plano a Eucaristia, será que aparece no fundo, que aparece na sombra, o pão repartido pelos irmãos?

É aqui que ganha importância o tal texto de João Paulo II, escrito exactamente na Carta em que diz como gostaria que fosse este ano dedicado à Eucaristia. Já mesmo a terminar essa Carta, diz ele: "Não podemos iludir-nos: do amor mútuo e, em particular, da solicitude por quem passa necessidade, seremos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Cristo. Com base neste critério, será comprovada a autenticidade das nossas celebrações eucarísticas". Assim, o Papa diz que sempre que celebramos a Eucaristia, tem que aparecer em fundo, na sombra, o pão partilhado por quem passa neces-sidade. E diz mais, diz que se a gente pensar que não é assim, estamos "iludidos", ou seja, enganados, errados, e ainda por cima todos contentes como se fôssemos os donos da verdade e do fazer as coisas bem: iludidos!

Portanto, não foram os autores do cartaz do Dia Cáritas que quiseram colar à força a partilha de bens à Eucaristia. São os apóstolos - de todos os tempos - que nos dizem que é assim!

Aliás, se a palavra dos apóstolos não valer, que valha a palavra do próprio Jesus Cristo, que diz: "nem todo aquele que Me diz 'Senhor, Senhor' entrará no reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos Céus" (Mt 7,21). E, noutro lado, diz ainda assim: "Se estiveres diante do altar para fazeres a tua oferta e te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa aí a tua oferta e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Vem depois, e faz então a tua oferta"(Mt 5,23-24). Cabe perguntar: e quem tem fome, quem está desempregado, quem precisa de medicamentos, quem precisa de ser ouvido, quem precisa de ser amado, não terá alguma coisa contra nós?! Não teremos nós que ir primeiro reconciliar-nos com todos esses?! É bem provável que sim. Isso não quer dizer que deixemos depois de fazer a nossa oferta eucarística, evidentemente. Mas o partir dos dois pães, do pão do corpo material e do Pão eucaristíco, andam irremediavel-mente ligados, e só pela partilha do pão do corpo podemos dar a conhecer a sinceridade da nossa fé no Pão eucarístico, no verda-deiro Corpo e Sangue de Jesus de Nazaré.

Era importante reflectirmos isto nas nossas comunidades. Colocarmos estas questões: como é que nós estamos a partilhar com os que mais necessitam? Que ligação visível é que há entre a acção sociocaritativa na nossa paróquia e a eucaristia? Será que o Papa, S. Tiago, ou o próprio Jesus, nos vão encontrar iludidos?

Era importante colocarmo-nos estas questões. E, depois, dar-lhes uma resposta.

Preocupação do Papa com os idosos

A Mensagem do Papa para a Quaresma costuma, todos os anos, colocar o acento tónico na caridade. Este ano, João Paulo II foi ainda um pouco mais longe, e escolheu para tema um aspecto específico do exercício da caridade cristã: a atenção para com os idosos. Diz o Papa:

"Na sociedade de hoje, graças também ao contributo da ciência e da medicina, assiste-se a um prolongamento da vida humana e a um consequente incremento do número dos anciãos. Isto exige que se dedique uma atenção mais específica ao mundo da chamada "terceira" idade, para ajudar os compo-nentes a viver plenamente as suas capacidades, pondo-as ao serviço de toda a comunidade. A assistência aos idosos, sobretudo quando passam por momentos difíceis, deve ser preocupação dos fiéis, especialmente nas Comunidades eclesiais das sociedades ocidentais, onde o problema está particularmente presente".

Há muitos modos de cumprir este desafio lançado às nossas comunidades eclesiais de assistirem os seus idosos. A Cáritas, e as comunidades em geral, têm privilegiado três modos:

O mais visível de todos é o dos equipamentos: lares, centros de dia, apoio domiciliário, centros de convívio e, também jácomeçam a aparecer, centros de noite;

Um segundo modo é o da educação para a solidariedade, para as relações familiares, para as redes de vizinhança. Esta presença humana, carinhosa, próxima, de ajuda imediata, de atenção desperta, de disponibilidade para socorrer no momento oportuno, é absolutamente essencial e não pode ser descurada a título nenhum;

Mas entre estes dois modos, há um terceiro que deve ser também valorizado: o da presença da comunidade aos seus idosos através do seu grupo de acção sociocaritativa. Aliás, este modo de assistência é aquele distintivamente eclesial: é a comunidade crente no Senhor Jesus que se torna próxima dos seus idosos, ausculta a sua vida com os olhos da fé e da fraternidade, e se dispõe a procurar para cada irmão idoso a melhor possibilidade de uma vida mais realizadora e mais conforme à sua dignidade humana.

Considerando estas três respostas, havemos de reconhecer que há muito trabalho feito nas nossas comunidades. Mas há também ainda muito trabalho para fazer. A Quaresma de 2005, lida à luz desta Mensagem do Papa, faz-nos um desafio de conversão muito concreto: tornarmo-nos irmãos dos nossos idosos.

                                                                                                                                                                                                                           C.N.