Criminalidade

O aumento da criminalidade nos dias de hoje é um facto incontroverso. Segundo diversos estudos, a taxa de crimes violentos nos Estados Unidos aumentou quase 500% entre 1960 e 1992. As pequenas diminuições subsequentes podem ser atribuídas ao aumento de 500% no número de homens presos desde 1980.
Principalmente depois da II Guerra Mundial, houve uma explosão da violência, ora na forma primária de eliminação brutal, ora com requintes de perversidade friamente calculada. Por isso, a preocupação com o crime tornou-se um estado de espírito generalizado, porque todos estão inquietos, para não dizer amedrontados. Não é um problema apenas dos grandes centros urbanos, pois também há violência e crime nas zonas rurais e menos populosas.

Várias pessoas se têm debruçado sobre as causas deste fenómeno. E, como em tudo, são diversas as causas apontadas: distúrbios glandulares; meio social e suas influências negativas; mudança de padrões de cultura e de valores morais.

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Vítor Hugo escreveu: «Abrir uma escola é fechar uma prisão». Mas nunca se abriram tantas escolas e se construíram tantas prisões!... Sem pôr de lado o valor da escola, a verdadeira educação tem de vir de casa. As nossas escolas dão instrução mas educar, educar é difícil, porque a educação tem de ser personalizada e é fruto da afectividade. Ninguém muda o outro se não lhe entrar no coração.

Se nas famílias não há ambiente afectivo, nada ou muito pouco se consegue. E a criminalidade tem um caldo de cultura: as famílias desestruturadas.

Há que apostar em tudo o que ajude o homem – e sobretudo a criança – a criar laços afectivos a grupos e pessoas com uma visão fraterna e positiva da vida. Há que fortalecer a sua ligação a ideais nobres e imutáveis. A religião tem aqui um papel que todos os sociólogos acham fundamental. Tirar Deus da vida das pessoas é lançá-las na confusão e desnorte.

                                                                                                                                                            M. V. P.