Faltam crianças
Dizia há dias um colega que teve na catequese, no ano findo, apenas 157 crianças e adolescentes. E expressava a sua admiração porque ainda há poucos anos tinha umas trezentas. E não é que haja crianças que não são inscritas. É que não há mais! Também segundo as informações da Federação Nacional dos Professores, do total de 8.354 escolas do ensino básico (antigas escolas primárias) existentes em Portugal continental, 2.177 têm menos de dez alunos, o que corresponde a 26% do total. 11,5% têm entre um e cinco alunos e 14,5% entre seis e dez. Assim, se fosse cumprida a lei, todas estas escolas teriam de encerrar, com prejuízo do emprego dos professores.Por sua vez, o Instituto Nacional de Estatística acaba de publicar o relatório "A natalidade em Portugal", dando-nos os dados até 2001, que mostram o resultado da desastrosa política familiar que Portugal tem vindo a seguir nos últimos anos. Em 2001 nasceram no nosso País menos 7.246 crianças do que no ano 2000. Corremos o risco de vir a ser um País de velhos porque se não estimula devidamente o exercício da paternidade consciente e responsável. Porque se criou uma mentalidade anti-família e anti-natalidade. Porque se apoia a contracepção, distribuindo pílulas gratuitamente, mas não se apoia a natalidade. Porque não se apoiam devidamente os casais com filhos. |
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A falta de crianças exige uma política diferente. Ficamos espantados porque são os mesmos que protestam contra o encerramento de escolas que exigem aborto livre e distribuição gratuita de anticoncepcionais.
Não adianta gritar! Pelo contrário, é preciso acordar para a triste realidade, reflectir sobre as causas e inverter a tendência. Ao contrário do que tantos "iluminados" têm vindo a proclamar, isto não é resultado da "sociedade moderna". É fruto sim de políticas erradas. Como aquela que tomou o anterior governo, aumentando dez vezes mais o custo dum simples certificado para casamento e dando praticamente os mesmos direitos a quem viva junto. Os mesmos direitos sem os mesmos deveres! É assim que se fomenta a criação de famílias estáveis? Sobrecarregando-as de impostos e taxas logo à nascença?!
Portugal precisa duma política de família que apoie efectivamente quem se sacrifica para criar e educar os que são o futuro do país.
M. V. P.