Banco de crianças

Como todos já sabem, vamos ter no próximo dia 11 de Fevereiro mais um referendo ao aborto. Este é um dos temas que divide ao meio a sociedade portuguesa, como se viu no anterior.

Entretanto, hoje as pessoas estão mais abertas a discutir o assunto e com argumentos mais serenos, creio bem.

Representantes das diversas religiões já se pronunciaram publicamente a favor do não. As sondagens mostram que a maioria diz ir votar. As posições dos diversos partidos são também conhecidas.

O nosso jornal é pela vida, como não podia deixar de ser. Não é contra a mãe nem contra a criança em gestação.

Sabemos que há mulheres que engravidam sem querer e com dificuldades de criar um filho. Por que não levar a gravidez até ao fim e depois entregar a criança para ser criada por pais adoptivos?

Há tantos casais sem filhos, muitos à espera da entrega duma criança para adopção. Há mesmo também muitos casais com disposição de criarem mais um filho, se isso for necessário. O ministro da Saúde está disposto a gastar mais para fazer abortos nos hospitais públicos e até a pagar a clínicas privadas para que isso aconteça. E todos dizem que são contra o aborto!... Por que não gastar esse dinheiro com apoios para que nasçam mais crianças ou ao menos se salvem as que as mães geraram mas não querem ou não têm condições para educarem?

Os países estão a criar bancos de esperma e de ovócitos. Por que não criar bancos de crianças que casais idóneos possam chamar filhos?

O país tem necessidade urgente de aumentar a natalidade. Doutro modo está comprometido o seu futuro. Os políticos têm-no dito e referido as suas consequências. Não será esta falta de crianças a aconselhar que se poupem esses seres em gestação a uma morte precoce?

As notícias do que se passa lá fora sobre o desrespeito da vida humana (intra-uterina e outra) só nos deve motivar a não seguir os mesmos caminhos. Os países ocidentais neste aspecto (a começar logo pelos Estados Unidos) regrediram a civilizações anteriores ao cristianismo, onde os pais tinham até direito sobre a vida dos filhos. Será que é isso que queremos?

                                                                                                                                                                                                                                   M. V. P.