Eu estarei convosco ...

Continuo o breve relato da história das perseguições a Cristo e à Sua Igreja.

A conversão de Voltaire e de muitos outros não chegou para os intelectuais abrirem os olhos. O célebre filósofo Friedrich Nietzsche passou mesmo certidão de óbito a Deus, em 1882, na célebre declaração: "Deus morreu"(A Gaia Ciência, III, 108).

E muitos eram os que não tinham qualquer dúvida: a ciência acabaria com Deus. Escreveram-no muitos autores, tanto em Portugal como no estrangeiro. Em 14 de Abril de 1911, o ministro Afonso Costa anunciou publicamente, em Braga, que o catolicismo acabaria em Portugal em duas ou três gerações.

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Na Rússia triunfava, pela primeira vez, um sistema político que professava o ateísmo, com o combate aberto a qualquer religião. O comunismo foi um movimento ideológico e político que não perseguia apenas os católicos, mas todos os que professavam qualquer religião. Conseguiu implantar-se em numerosos países e deixou atrás de si milhões de vítimas. Mas nem nesses países conseguiu os objectivos de acabar com a ideia de Deus.

Nos séculos XIX e XX, os fiéis foram desacreditados e ridicularizados por cientistas e pensadores, desprezados e massacrados por comunistas, jacobinos, maçónicos, fascistas, marxistas, nazis, maoístas em números até então inatingíveis. Nunca tinha havido um ataque tão poderoso e profundo contra Cristo e a Igreja como o montado por estes movimentos. Após a revolução industrial e as revoluções políticas, o mundo pôs a sua confiança na ciência e na técnica, no poder e nas armas, no prazer e no sexo. Mas esses ídolos materialistas levaram à morte e à miséria: guerras e guerrilhas, roubos, droga, aborto, divórcio, fome e miséria de toda a espécie.
Para fazer frente a estes problemas têm surgido inúmeros movimentos eclesiais, com uma enorme variedade de estilos, atitudes, organizações e proveniências. A Acção Católica, a Legião de Maria, os Cursos de Cristandade, a Opus Dei, o Renovamento Carismático, os Escuteiros, os Focolares, as Equipas de Nossa Senhora, o Caminho Catecumenal, diversos Institutos Seculares, etc., etc., aí estão vivos e activos, dando-nos a certeza de que Cristo jamais morrerá e as portas do inferno não levarão a melhor contra a Sua Igreja.

                                                                                                                                    M. V. P.