Primeiro foram as vacas loucas, depois o peixe com mercúrio ou petróleo, há tempo as hormonas e os antibióticos, agora o nitrofurano. Que havemos nós de comer?! A solução para fugir aos muitos componentes que afectam os alimentos é variar o máximo possível aquilo que se come, defendem especialistas em segurança alimentar. «Se pensarmos em tudo o que pode fazer mal, então deixaríamos de comer», comentou Mário Durval, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, em declarações à Agência Lusa. |
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Numa altura em que muitos alimentos essenciais são afectados por contaminações de ordem química, como no caso das aves com nitrofuranos, a receita é diversificar o que
se come».
«Isso garante que, provavelmente, não teremos o mesmo contaminante a afectar durante muito tempo o nosso organismo", justifica Mário Durval.
Tal como do ponto de vista nutricional, também do ponto de vista da segurança alimentar é necessário variar: « É a maneira individual de nos defendermos».
Quanto à forma colectiva, apela este médico, deve ser «exigindo que o Estado vigie os circuitos alimentares e que vá interditando os produtos com elementos nocivos à saúde».
Também Rosário Novais, especialista do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, defende a ideia de que não é possível rejeitar os alimentos que estão contaminados. É que «corremos o risco de rejeitar quase tudo».
Perante este cenário, a investigadora do Ricardo Jorge recomenda que se coma um pouco de tudo, «variando o mais possível», à semelhança do que diz Mário Durval.
«Nas contaminações do tipo químico o principal problema é o efeito cumulativo. Se comemos um pouco de tudo estamos a evitar que um determinado contaminante se acumule no organismo», precisa.