O fogo de Colónia

Com este título, escreveu Graça Franco no Público, a propósito da Jornada Mundial da Juventude de Colónia, que está provado que a Igreja é dirigida pelo Espírito Santo e não pela inteligência e sabedoria dos homens. É que nenhuma multinacional ou organização humana iria escolher para seu chefe um homem idoso e marcado negativamente pelo seu passado de defensor intransigente da ortodoxia católica. Ainda para mais para sucessor de um Homem de carisma que atraía multidões imensas.

O Encontro de Colónia – Alemanha – iria ser a prova de fogo para o novo Papa. E muitos vaticinavam um fiasco. Mas logo à partida os jovens inscritos previamente para terem acesso a alojamento em diversas instituições e famílias alemãs superou o que era habitual noutras Jornadas da Juventude. O mesmo aconteceu com as inscrições de voluntários para ajudarem na organização. E chegada a altura os jovens acorreram de todos os países, línguas e nações.

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Eles não vinham para ver ou escutar uma «estrela». Não os motivava o consumo de drogas, o sexo fácil ou os rios de cerveja. Eles vieram – alguns de muito longe – para ir ao encontro de um Homem – o Papa - que lhes fala de Cristo.

Todos sabemos que Jesus Cristo era procurado por multidões que vinham de todos os lados para o escutar. Assim acontecia de novo com este Papa. E como Jesus, Bento XVI falou-lhes da necessidade de construir um mundo de paz e de amor:

«Espero, meus caros jovens, que vivam sempre como amigos de Jesus, para experimentarem a verdadeira alegria de ser filhos de Deus e comunicá-la a todos, especialmente os que se encontram em maiores dificuldades». E pediu aos jovens para que não esqueçam a Missa dominical nem se deixem seduzir por quem faz da religião um produto de consumo. A religião deve-os comprometer em formas de serviço «das quais a nossa sociedade tem necessidade urgente».

                                                                                                                                                                    M. V. P.