No início da Catequese
Está no início mais um ano de catequese paroquial. E todos sabemos o esforço e boa vontade que isto exige aos responsáveis paroquiais. Arranjar pessoas idóneas e de boa vontade que voluntária e gratuitamente se comprometam a preparar e a dar catequese todas as semanas aos nossos jovens dos 6 aos 16 anos não é fácil, sobretudo nos meios muito povoados ou muito empobrecidos de gente. Mas é este o quebra-cabeças em que se vêem muitas comunidades no princípio do ano. Depois há que criar espaços físicos e psicológicos que motivem a gente nova: Salas minimamente confortáveis e individualizadas; Acolhimento e simpatia entre catequista e catequizando; Comunicação de uma mensagem motivadora, com pedagogia activa e interactiva; |
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Vivência da mensagem na Celebração Eucarística e também durante a semana.
Tudo isto requer uma boa formação do catequista, não apenas técnica mas também espiritual. E também tem que contar com o interesse dos pais. É necessário e urgente que as famílias tomem uma consciência maior do seu papel educativo também neste campo.
Todos compreendemos que pôr em acção uma boa catequese para a gente nova não é coisa fácil. Ela tem que competir com a televisão, o desporto e outras actividades bastante aliciantes. Por isso o grupo de catequistas deve estudar estratégias, procurando ser um verdadeiro "laboratório" de partilha material e espiritual. E os Secretariados de Catequese (Nacional, Diocesano e Paroquial) têm de investir mais nas pessoas e nos meios.
Muito se tem feito nos últimos 40, 50 anos neste sector. Mas muito mais se tem de fazer, porque o nosso mundo requer cristãos adultos que saibam dar as razões da sua fé. Longe vão os tempos em que bastava saber umas orações e algumas respostas a questões específicas da Religião cristã. Hoje é preciso sobretudo criar hábitos de relação pessoal com Deus e com a Comunidade.
M. V. P.