Missionários em festa

Os Missionários da Boa Nova estão a celebrar os 75 anos da sua fundação. Com efeito, a Sociedade Missionária da Boa Nova (então Sociedade Portuguesa das Missões Católicas Ultramarinas) foi fundada por Pio XI, o Papa das Missões, por carta de 3 de Outubro de 1930.
Nessa nova Sociedade foram integrados os Colégios das Missões existentes em Tomar (Convento de Cristo), em Cernache do Bonjardim e em Cucujães, antigo mosteiro beneditino, comprado pelo Padre Vicente do Sacramento e oferecido à Sociedade das Missões.

A Sociedade, segundo o pensamento de Pio XI, viria dar um novo ardor missionário a Portugal, interessando os Bispos por este Instituto que devia manter o espírito e o carácter português embora mandasse missionários do PIME, devido à sua experiência numa Sociedade deste tipo. Mas bem cedo queria que "ela caminhasse pelo seu próprio pé". O objectivo era mudar a situação calamitosa que reinava nas missões do Ultramar e empenhar neste esforço os Bispos de Portugal.

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A Sociedade Missionária da Boa Nova (Portuguesa, durante alguns anos), cujos membros trabalham em Portugal, Moçambique, Angola, Zâmbia, Brasil, Japão, quer celebrar os êxitos destes 75 anos ao serviço da Missão e, ao mesmo tempo, reprovar os erros cometidos, como pó da história que terá defraudado ou não acertado plenamente com a vontade do fundador.
Esperamos, com as celebrações que se têm realizado e que vão culminar, no dia 9 de Outubro, no Seminário de Cernache do Bonjardim – e que poderão acompanhar na TVI – um regresso às fontes no ardor, na audácia, na coragem missionárias dos primeiros tempos. Celebrar é reviver. É encontrar-se. E é prosseguir caminho com novo vigor. São precisos novos missionários, pois os Seminários estão praticamente vazios. Os jovens acolhidos e mobilizados por João Paulo II e por Bento XVI, em especial nas Jornadas Mundiais da Juventude, terão uma palavra a dizer, neste mundo consumista, neste mundo de pseudo-valores, de realitivismo moral, de desastres políticos, económicos e ecológicos, de insegurança e de materialismo. Está mais que provado, hoje e através da história que, quando o homem põe Deus de lado, bem depressa se afunda na lama, na podridão, na destruição de si próprio.

                                                                                                                                           Armando Soares