O nosso Bispo dá entrevista ao Correio de Coimbra
D. Albino Cleto assumiu os destinos da Diocese de Coimbra no passado dia 23 de Março. O nosso colega Correio de Coimbra publicou uma entrevista que lhe foi concedida pelo actual pastor diocesano. Neste número apresentamos um excerto sobre os projectos que tem para a Diocese.
Correio de Coimbra
- Que projectos tem para esta diocese? Vai alterar alguma coisa?D. Albino
- Bem, eu pretendo apresentá-los ordenadamente no dia da Igreja Diocesana, dia 10 de Junho, dia da Santíssima Trindade. O primeiro será sempre de ouvir e não digo isso para captar simpatias, porque sei que, numa atenção permanente, poderei encontrar respostas adequadas para as pessoas e situações. Esse é o meu primeiro objectivo. Por isso vou dar muita importância ao Conselho Presbiteral, ao Conselho Pastoral, às organizações juvenis, aos secretariados, onde, com atenção, auscultaremos situações concretas. Era aquilo que a Acção Católica fazia, o saber ver. Também darei muita importância ao Sínodo. Vou empenhar-me o mais possível em dar respostas, concretizar, aplicar o Sínodo Diocesano.Essas respostas incluem vários sectores. Como há pouco referi, incentivar a pastoral das vocações, incentivar a pastoral juvenil. Aí está um sector que particularmente vai interessar-me. Sendo Coimbra uma cidade bastante marcada pela juventude, tenho obrigação de procurar que haja em Coimbra imagens de igreja ou rostos de Igreja que falem aos jovens. Há outro aspecto pelo qual me vou preocupar. Será este: como manter ou fazer crescer as comunidades cristãs, particularmente as Paróquias. Não pretendo dar mais trabalho aos Párocos, porque, coitados, já têm muito, mas pretendo apostar nos leigos mais conscientes e nos diáconos permanentes. Pretendo que as comunidades locais tomem a peito a vida delas próprias em sectores como a catequese, a administração, as festas, a animação juvenil. Que sejam as próprias comunidades, através dos conselhos pastorais, a responder. Assim, os padres serão, como se pretende no Livro dos Actos dos Apóstolos, os evangelizadores, os homens de Deus, da oração e da Eucaristia, os que acolhem as pessoas para as orientarem, os que anunciam a Palavra de Deus devidamente preparada. Tenho a esperança que, com este esforço que não é só de Coimbra, mas da maior parte das Igrejas da Europa, vamos fazer com que cresça a vida cristã na diocese de Coimbra, de forma também a responder à falta de padres que vamos sentir mais nos próximos anos.