Nova basílica em Outubro
| O bispo da diocese Leiria-Fátima, D.
António Marto, anunciou que vai a Roma no final deste mês para convidar o Papa Bento XVI
a visitar a Cova da Iria. O objectivo é garantir a presença do Santo Padre nas
cerimónias de encerramento dos 90 anos das Aparições e na inauguração da nova igreja
da Santíssima Trindade, previstas para o próximo ano. A vinda de Bento XVI a Fátima
poderia servir também para presidir às cerimónias da eventual canonização dos
videntes Francisco e Jacinta Marto, cujo processo já está a ser analisado pelo Vaticano.
O facto do processo de canonização dos videntes Francisco e Jacinta "estar um pouco
atrasado" não o preocupa. "Com canonização ou sem canonização, eu gostava
muito que o Papa estivesse cá". Na sua primeira deslocação a Roma, na qualidade de bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto vai tentar saber o que espera o Papa do Santuário de Fátima, no contexto Europeu. |
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Em declarações aos jornalistas, momentos antes do início das cerimónias da
Peregrinação Aniversária de Outubro, D. António Marto explicou que irá a Roma,
acompanhado pelo presidente da Conferência da Episcopal Portuguesa, para fazer o convite
formal, e frisou ter "esperança" que o convite seja aceite.
Depois da formalização do convite e do Vaticano aceitar, caberá ao Estado português
acordar formalmente a visita de Bento XVI a Portugal, sete anos após a presença de João
Paulo II, que no Santuário beatificou Francisco e Jacinta.
No decurso da homilia do dia 13 de Outubro, o bispo de Leiria-Fátima citou João Paulo II
e referiu-se ao terrorismo e às guerras, pedindo a protecção da Virgem para os povos de
Timor-Leste, Darfur e do Médio Oriente.
A próxima visita do Papa à Turquia foi outro assunto abordado, com o bispo a destacar
"a importância do diálogo ecuménico e inter-religioso". Na sua opinião,
"a paz no Mundo não se fará sem o diálogo entre culturas e religiões".
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"Tu vales mais, infinitamente mais, do que o teu pecado. Tem confiança! Não há
situação irremediavelmente perdida", disse D. António Marto, pela primeira vez a
presidir a uma peregrinação de dia 13.
O antigo bispo de Viseu destacou a capacidade da misericórdia para regenerar e apelou aos
150 mil católicos presentes no recinto para abraçarem uma conversão sincera e
"não fruto do medo de um Deus justiceiro".