Dia dos Avós
O Parlamento português aprovou, há dias, a criação do Dia Nacional dos Avós, medida que aplaudimos. Tínhamos o Dia do Pai e da Mãe, dos Namorados, da Mulher, etc., etc., faltava um dia para lembrar os nossos avós, porque muitas vezes são esquecidos, sobretudo se já não precisamos deles. Os avós merecem as nossas homenagens, porque são os pais dos nossos pais e têm um papel importante nos laços familiares. Lembro-me da falta que foi os meus avós paternos terem falecido antes de eu ter nascido, pois a ligação com os primos desse lado paterno foi praticamente nula. |
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O dia 26 de Julho, em que se celebram os avós de Jesus, S. Joaquim e Santa Ana, foi o dia escolhido pela Assembleia da República para homenagearmos os nossos avós.
Oxalá ele sirva para acolhermos como um bem precioso estes nossos familiares mais velhos. Este dia dedicado aos Avós pode também servir para suscitar melhor relação dos jovens e adultos com os idosos, tantas vezes desprezados por aqueles mesmos que tinham obrigação de os amparar.
Há o Dia dos Idosos mas quem se lembra dele? Só se for nos lares e instituições similares.
E não pensemos que as pessoas idosas não fazem falta à comunidade. Muitos dão uma ajuda preciosa aos filhos e netos. Outros continuam uma actividade produtiva em diversos campos. Platão produziu as suas obras mais profundas e pessoais a partir dos 62 anos. Kant publicou aos 57 a "Crítica da razão pura" e a sua produção filosófica mais importante foi depois dos 60. A melhor obra de Cervantes, a segunda parte de "D. Quixote", apareceu aos 68 anos. Verdi compôs o "Falstaff' aos 76 anos. As obras mais originais de Stravinsky são as da sua velhice. Entre os pintores, Miguel Ângelo pintou a cúpula do Vaticano depois dos 80; Ticiano atingiu o seu estilo mais original depois dos 90; e Goya aos 70 pintou os "Fusilamentos de 3 de Março".
Aproveitemos, pois, este Dia dos Avós para reforçarmos os nossos laços familiares e homenagearmos os idosos.