Ano novo
| Mais um ano chegou. Como será este ano de 2005? O que passou deixou muitas sombras negativas: guerras, conflitos armados, fome, doenças e epidemias agravadas pelas condições de miséria, a instabilidade política acompanhada por uma generalizada insegurança social. E como se não chegasse, os últimos dias trouxeram-nos notícias amargas de cataclismos que mataram cerca de duzentas mil pessoas. Se há forças da natureza que o homem não domina, outras há que podem ser ultrapassadas. O ódio, o terrorismo, a guerra e a falta de recursos estão neste caso. |
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Como escreveu o Papa, na mensagem do início do novo ano, há que não se deixar vencer pelo mal. Temos que vencer o mal com o bem. "O mal não é uma força anónima que age no mundo devido a mecanismos deterministas e impessoais. O mal passa através da liberdade humana. No centro do drama do mal e constantemente relacionado com ele está precisamente esta faculdade que distingue o homem dos demais seres vivos sobre a terra. O mal tem sempre um rosto e um nome: o rosto e o nome de homens e mulheres que o escolhem livremente", escreve o Papa. E acrescenta:
"Visto nas suas componentes mais profundas, o mal é, em última análise, um trágico esquivar-se às exigências do amor. O bem moral, pelo contrário, nasce do amor, manifesta-se como amor e é orientado ao amor. Este argumento é particularmente evidente para o cristão, pois sabe que a participação no único Corpo místico de Cristo coloca-o em particular relação não somente com o Senhor, mas também com os irmãos. A lógica do amor cristão, que no Evangelho constitui o coração palpitante do bem moral, conduz, se levada às últimas consequências, até ao amor pelos inimigos: «Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber » (Rm 12,20).
Que este ano seja um ano bom depende de mim e de ti, caro leitor. Sim, de cada um de nós.
M. V. P.