O amor e a família
Escrevo no dia dedicado à família – 15 de Maio.
Todos falam sobre a crise que a assola. E, no entanto, cresce nos diversos países, entre a gente nova, o apreço por esta instituição. A família é importante porque ela é o berço que acolhe e faz crescer as novas vidas.
Dizia-me há tempos uma pessoa que nunca soube o que era o amor. E talvez por isso o seu casamento foi por água abaixo. É que quem nunca foi amado, também não aprendeu a amar.
É na família que se deve aprender a amar. Com o exemplo dos próprios pais.
E o amor não se pode limitar ao interior da comunidade familiar. Deve cultivar-se no seio da família o amor do próximo e o amor a Deus.
Há pais que alimentam o grande desejo de ter uma família unida, em que cada um viva intensamente os laços familiares, custe o que custar: " A família acima de tudo", é o seu lema. Pela família são capazes de tudo. E dentro da família dão a ideia de que "os outros", os que não são da família, são potenciais inimigos ou pelo menos pessoas indiferentes. Fazem da sua família uma ilha, uma fortaleza. E correm o risco de nela morrerem asfixiados.
Os filhos devem sentir o amor e o carinho dos pais. Mas prejudicamo-los se não os ajudarmos a sentir que o mundo é maior que a família. Até porque os filhos têm de ser preparados para um dia constituírem novos lares.
Cada família pertence a uma comunidade maior e não pode ser alheia ao que nela se passa. Uma família bem formada não pode deixar de educar para a solidariedade.
A colaboração em grupos ou tarefas comunitárias acaba por redundar em benefício individual e colectivo. A família não pode ser o centro de tudo e de todos.
E Deus tem que ter um lugar privilegiado na formação e crescimento das pessoas.
Doutro modo corremos o risco de estar a construir em vão.