Jovens e álcool

Fala-se muito na droga que vitima a juventude e esquece-se por vezes que há outras drogas mais ao alcance de todos jovens e crianças e que fazem grandes estragos.

As saídas nocturnas com os amigos, por volta dos 12 ou 13 anos, levam os jovens a contactar com as bebidas alcoólicas cada vez mais cedo. E quanto mais cedo se começa, mais dependente se fica, dizem os entendidos.

Se é certo que nas nossas aldeias vemos menos gente viciada, também é verdade que entre gente nova esse vício tem aumentado muito.

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As bebidas são apresentadas de uma forma quase inofensiva, sendo adocicadas, mas o certo é que contêm uma percentagem elevada de álcool que actua a nível cerebral como uma droga, com incidência no mesmo local onde tem influência a morfina e a cocaína. O facto da ingestão de bebidas alcoólicas ser bem vista socialmente, complica ainda mais o problema. Torna-se muito fácil entrar no álcool, pois mesmo as crianças podem ser levadas a imitar os mais velhos.

Por outro lado o álcool desinibe. É esta a razão por que muitos jovens consomem esta "droga legal".

Todos sabemos que o álcool em excesso afecta a personalidade e o comportamento das pessoas. Poucos minutos depois da sua ingestão, ele passa para a corrente sanguínea, onde pode manter-se várias horas, e a partir da qual exerce a sua acção sobre diversos órgãos do corpo.
O etanol afecta todo o organismo, sendo o fígado o mais afectado. Este tem a missão de transformar o álcool noutras substâncias pouco perigosas para o indivíduo, mas tem uma capacidade limitada: pode metabolizar entre 20 a 30 gramas de álcool por hora. Entretanto, a bebida circula pelo sangue, danificando os outros órgãos por onde passa. E os efeitos nocivos são quase imediatos. À sensação inicial de euforia e de desinibição, segue-se um estado de sonolência, turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reacção, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, fadiga muscular, etc. Para além de, com o tempo, toda a pessoa ser afectada.

Prevenir foi sempre melhor do que remediar. E esta é uma tarefa difícil mas que tem de ser feita.

                                                                                                                                                                                                                                                   M. V. P.