É preciso acreditar

Que esperamos do novo ano? Se formos ver o que diz a comunicação social, espera-nos um ano difícil, onde os trabalhadores e as classes desfavorecidas terão de apertar mais o cinto. É possível mesmo que haja mais uma guerra contra o Iraque, com todas as suas consequências negativas. E o terrorismo irá continuar.

Amargura-nos a consciência de impotência que sentimos perante essas duras realidades. Mas o derrotismo e o pessimismo não constróem. Por isso mantenhamos a esperança de que havemos de caminhar para um mundo mais humano. Um mundo em que a guerra, o terrorismo e toda e qualquer forma de violência física, psicológica, moral irão perdendo terreno; em que o fosso entre ricos e pobres irá diminuindo; de que a fome, a doença e qualquer outro flagelo imposto pelo homem serão banidos; em que os mais desfavorecidos merecerão mais atenção; em que as crianças poderão ser plenamente crianças; em que virtudes como o amor, a tolerância, a fraternidade se irão impondo...

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E não pensemos que isto é irrealismo. A esperança cristã diz-nos que o mal não levará a melhor. Deus está connosco. Como diz o Papa na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz, em muitos aspectos o mundo tem evoluído num sentido positivo. Basta lembrar-nos do respeito pelos direitos humanos, a atenção maior de pessoas e instituições aos mais pequenos e indefesos, o crescimento económico de grande parte do mundo.

Problemas há e sempre haverá mas é preciso acreditar que está ao nosso alcance fazer com que o ano presente seja melhor que o anterior.

                                                                                                                                                   M. V. P.