O novo Papa
| A eleição do Cardeal Ratzinger para o
lugar de João Paulo II foi recebida com alguma desilusão. Vimos isso mesmo em vários
testemunhos de pessoas ligadas à Igreja bispos e padres. Não porque essa fosse
uma escolha inesperada. O meios de comunicação social apontavam-no como favorito para
continuar a obra do último Papa. Mas ele é uma pessoa já idosa e com alguns problemas
de saúde e irá receber a herança de um pontificado excepcional, de 26 anos e meio, e
enfrentar um mundo em mudança, com desafios específicos em cada continente, desde a
pobreza e as desigualdades sociais à secularização e indiferença religiosa, passando
pelo diálogo com as outras religiões e o relativismo moral. Os Cardeais eleitores sabem bem o que fizeram. Ratzinger é uma pessoa bem conhecida de todos eles. Eles sabem que ninguém melhor que ele conhece o mundo de hoje e suas carências espirituais. E a aposta na evangelização tem de ser prioritária. |
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O nome que escolheu Bento XVI é também significativo. O Papa Bento XV foi um dinamizador da vida apostólica e missionária.
A idade não ajuda, dirão muitos. Mas João XXIII foi eleito também com quase a mesma idade e toda a gente sabe como a Igreja beneficiou da sua acção pastoral.
Há quem pense que a Igreja precisa de um Papa que aceite o aborto, elogie o desregramento sexual desde que se use o preservativo, abençoe a homossexualidade, etc.. Desconhecem que a Igreja se distingue por ter posições alicerçadas em valores e princípios que não mudam ao sabor da moda. Elas estão alicerçadas no Evangelho de Cristo.
A Igreja tem dois mil anos. Já passou por muitos momentos difíceis. Mas sabe que pode contar com o seu Fundador. Ele disse: «Eu estarei convosco até ao fim dos tempos». E o Espírito de Deus iluminou decerto os Cardeais para fazerem a escolha que melhor serve a Igreja e o mundo. Confiemos, pois.
M. V. P.