Dia Mundial da Paz

Não há paz sem justiça e perdão

O Dia Mundial da Paz é já no dia 1 de Janeiro. E o Papa mais uma vez fez publicar uma Mensagem para esse dia, intitulada: "Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão".

João Paulo II, depois de evocar os últimos acontecimentos de 11 de Setembro, afirma que "o mal não tem a última palavra no percurso humano", pois a Salvação "projecta grande luz em toda a história do mundo".

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Consciente da dificuldade de se falar, hoje, de perdão, João Paulo II não deixa, ainda assim, de sublinhar que "a verdadeira paz é fruto da justiça (...) exercitada e, em certo sentido, completada com o perdão que cura as feridas".


Referindo-se ao terrorismo, o Santo Padre escreve que "é uma profanação da religião proclamar o terrorismo em nome de Deus" e apelida-o de "filho do fundamentalismo fanático", constatando que este se transformou "numa sofisticada rede de conivência política, técnica e económica (...) mas que se funda no desprezo pela vida humana", constituindo, assim, "um verdadeiro crime contra a humanidade". João Paulo II refere ainda o "direito de defesa do terrorismo", apontando, no entanto, que este direito deve ser exercido, "respondendo a regras morais e jurídicas". "Pretender impor aos outros, com violência, aquela que se tem como verdade – afirma o Papa – significa violar a dignidade do ser humano e é, em definitivo, um ultraje a Deus, de quem é imagem".


Na Mensagem para a Jornada Mundial da Paz, o Papa apela ainda às autoridades religiosas, de todos os credos, para colaborarem "na eliminação das causas sociais e culturais do terrorismo, ensinando a grandeza e a dignidade da pessoa", construindo assim uma "pedagogia do perdão".


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